16/07/2009
Shows e oficinas reúnem jovens latino-americanos em Icapuí

Aprogramação foi adiada mas o 2º Acampamento Latino-Americano da Juventude agora está pronto para começar. A festa promete ser das maiores, inclusive com convidados de alguns países do continente sul-americano. Bandas e oficinas devem movimentar a pacata cidade litorânea, neste fim de semana. De quebra, vai contar até com um show de Geraldo Azevedo amanhã.
A cidade situada a 54 quilômetros de Aracati, e a 200 de Fortaleza, deve receber, a parrir de hoje, uma quantidade razoável de cearences e potiguares, já que está quase no limite entre os dois estados. Haverá também um pequeno fluxo de outros "rapazes", e moças, latino-americanos. "São pessoas do México, Peru, Cuba e Bolívia que irão dar as oficinas", informa Jadson Rodrigues, um dos coordenadores do evento, que terá ainda outras atrações.
Dança, exposições de artes plásticas, programação de cinema e vídeo, marionetes, saúde e sexualidade integram o roteiro das explanações. O acampamento terá ainda direito a enduro de motos e trilhas ecológicas. Mas a maior pedida promete ser mesmo os shows, que vão do hip hop à caririense Ana Célia.
A programação tem início hoje com as apresentações das bandas Calamidade Pública e Uttama and the Black Roots. Amanhã, será a vez de Ana Célia e Geraldo Azevedo. No encerramento da parte musical, será a vez do som de uma banda formada há dois anos, mas que só começou a se tornar mais conhecida do público da cidade, desde o ano passado: a turma da Zaranza.
O evento, que deveria ter acontecido em novembro vai poder conferir a nova fase do grupo, que começou tocando pop-reggae e que agora se definiu em torno de uma linha inspirada no ska e no rock. "Não fazemos nada muito roots. É o ska, o reggae, e o mangue beat de influência, o que tocamos", conta o guitarra solo da banda, Romero. Além dele, Zaranza é composta por Moura, 17, guitarra base; Fábio, 18, baixo; Neto, 18, bateria; e Diones, 21, vocal.
Determinada a tocar mangue beat, sem "fazer" mangue beat, a Zaranza foi se tornando, pouco a pouco, conhecida no circuito de bares rockers da cidade. Assim, a banda tocou em lugares como o Cidadão do Mundo, o Padang Padang, o Espaço Urbano e até no campeonato de surf de Icaraí.
Dessa ligação com o som do mangue urbano pernambucano, apareceu o convite para a moçada participar do processo de conscientização política e social, promovido pela prefeitura de Icapuí pela segunda vez. "Nosso mangue está bem presente nas letras que a gente faz e encaramos muito bem essa idéia, apesar de nossa música ter muita influência do ska dos Paralamas e do Charlie Brown Jr, além do hardcore da Penny Wise e até do funk metal do Planet Hemp", ressalta Romero.
Fonte: Diário do Nordeste